terça-feira, 15 de março de 2016

Se eu fosse Dona do Mundo

Cerveja gratuita aos domingos.
Batatas Fritas também.
Um vagão exclusivo para pessoas elegantes, éticas e silenciosas.
Salário minimo de dois mil, oitocentos e cinquenta reais..
Homens românticos.
Mulheres recatadas.
Mães eternas.
Amigas verdadeiras.
Um Pub em cada esquina.
Extinção de ratos e baratas.
Que cândida, tivesse cheiro de tutti-frutti
Sem políticos; todos iguais.
Pessoas mais humanas.
Que a vovó Mafalda não tivesse nos enganado por tanto tempo.
Que o tanque de guerra branco da ONU, fosse um carrinho de pipoca.
Que o horário político não fosse obrigatório (já que vivemos em um país democrático).
Que pessoas inteligentes não tivessem miopia.
Que a gripe suína ficasse somente no porco.
Que todo dia fosse frio.
Que o mundo fosse Vintage, tipo as fotos do Tumblr.
Roupas de bom gosto gratuitas pra todo mundo.
Que chocolate fosse remédio pra tudo.
Que as 16:00hrs o mundo parasse pras pessoas tomarem o chá da tarde.
Que o jiló fosse EXTINTO!
E que todas as viagens fossem gratuitas.
Se eu fosse dona do mundo ou Miss Universo,
as cólicas menstruais não existiriam mais.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Desejo;

Eu queria me sentir triste, 
queria me sentir alegre.
Eu queria sentir desespero,
queria me sentir bem.
Eu queria me sentir com medo,
queria me sentir em paz.
Eu queria lembrar dos meus segredos,
queria lembrar dos meus pais.
Eu queria saber o que é chorar,
queria querer mais.
Eu queria sentir prazer,
no que eu acho que me satisfaz. 
Eu queria buscar sentido,
queria saber ler um livro. 
Eu queria jogar tudo pro alto,
queria saber o que é o amor.
Mas tudo o que eu quero é impossível
porque já não sei mais quem sou.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Amantes, errantes, humanos. - E daí?

Será que existe algum sentido nisso?
E se não existir? 
E daí?
O fim dessa história?
Que história? 
E se tiver fim? 
E daí?

Eu juro, eu quis evitá-lo, jurando que evitar era o correto, o coerente a ser feito, mas concluí que o erro tem suas vantagens e nem sempre conseqüências desastrosas se for bem dosado, tipo cachaça em copo americano.

Acabo em seu caminho, sou levada a você, sóbria ou não!
Dentre tantos vícios, você se tornou mais um em minha coleção.
E daí?

Disseram-me a um tempo atrás que era burrice minha insistir em você. Que a minha (ou a nossa) entrega, atração, flerte ou qualquer outra coisa, eram feias, imorais, ou um equivoco!
E daí?

Somos “amantes, errantes, humanos”.
Reconheço que tudo é uma brincadeira e opto em brincar seriamente.
Aceitá-lo como algo inevitável, fundamental, motivacional, vital.
Não preciso de sinais! É bobeira!
Eu só preciso do seu olhar me comendo viva e do seu sorriso sacana na varanda. Me basta esse jeito grave, leve, contraditório, oscilante e fatal.

Sabe, as coisas ficam sem graça sem você.
Tudo fica melhor se eu sei que você está lá.
Por você, eu me esforço pra acertar. Mesmo que você nem perceba.
Essa escavação imensa entre você e eu, nesses longos dias, não nos entrega opções, mas eu posso encontra-las! Topa?
Tequila para mim, energético para você (como se você precisasse). O que acha?

Mas não banque o assanhado. Não pretendo fazer amor com você.
Nem que tenha um motel no meio do caminho.
Nem que tenhamos duas ou três horas só para nós e a sós.
Nem que a tequila me deixe tonta.

Não vamos ficar nos culpando, vamos?

“Você não é meu, nem eu sou sua”, já dizia a princesa Leopoldina.
Mas hoje, apenas hoje, eu preciso que fique aqui.